terça-feira, 24 de agosto de 2010

Adequação de discurso - linguagem e mídia


A atriz Cléo Pires - capa da edição de aniversário da revista Playboy - está em inúmeras campanhas publicitárias. Resolvi falar da campanha da Vide Bula porque é um bom exemplo de senso de oportunidade e de adequação de discurso. A mesma campanha assume aspectos diferentes respeitando a linguagem e o público de cada veículo. As fotos mais ousadas, quentes, são veículadas nas públicações masculinas e as mais molecas e sensuais, nas revistas femininas. Na revista Elle de agosto, o anúncio aparece em meio a um especial sobre jeans, que aborda tons, texturas, shapes. Mais adequado, impossível.

Cléo coaduna com a marca, tem o espírito do publico, mas o anúncio peca pelo texto redundante, portanto, desnecessário.

Segue o anúncio veiculado na Playboy:


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Os perversos na moda


Foto: Gui Paganini

Os papeis parecem invertidos. Agora, os vilões do cinema e da teledramaturgia é que fascinam o público. No passado, assumir um papel de vilão, associar a imagem a tais personagens, representava perda no faturamento publicitário e um bom tempo para "se livrar" da imagem negativa do personagem.

A sociedade mudou, os valores mudaram. Agora, os vilões são belos, sensuais, elegantes, obstinados, complexos e, consequentemente, fascinantes.

A campanha da Arezzo verão 2011 reedita esse fetiche e coloca em cena os perversos da novela Passione. Com styling assinado por Alexandre Herchcovitch e direção de Giovanni Bianco, os atores exacerbam sensualidade, beleza e o charme ambíguo da crueldade.

É fato que a publicidade em geral acompanha o espírito dos tempos, a temperatura e a linguagem da sociedade. Quase nunca ousa instaurar novos valores, abrir caminhos inéditos.

Mas será que devemos celebrar a crueldade, banalizar o mal? Será que não somos - ou buscamos ser - aquilo que admiramos?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Consumo: a força que move a economia



O Brasil se transformou numa economia de massa, graças ao aumento da renda e do crédito. Estima-se que em 2020, o consumo das famílias brasileiras será de 5 trilhões de reais.
Especialistas querem entender as tendências comportamentais que motivam o consumo das diferentes classes econômicas e que fazem as cestas de compras expandirem-se cada vez mais.

As três principais tendências são:

1. Quero ter mais
2. Quero saber mais
3. Quero experimentar mais

Entender os imperativos do nosso próprio consumo é sempre um desafio, mas profissionalmente é fundamental entender o espírito do consumidor. Afinal, toda a comunicação (publicidade, embalagens, produtos e ações) deve focar numa das tendências acima. Se consumir pressupõe querer sempre e mais, resta descobrir o que se quer ao consumir mais e mais.

Fonte: revista Exame de 28/07/2010