terça-feira, 23 de março de 2010

JOYCE PASCOWITCH - VIRTUAL PAPER



http://revistajoycepascowitch.uol.com.br/
Aqueles que já foram meus alunos na disciplina de Redação Publicitária (mídia impressa), na universidade, sabem da minha predilação por essa publicação. Uma revista autoral, que traz o testemunhal da Joyce nos anúncios, uma revista que já nasceu com personalidade. Sempre achei complicado a leitura de revistas pela internet,porque sempre são muito editada e acabam cortando justamente as matérias ´mais interessantes e intrigantes. E as primeiras páginas a serem cortadas são as dos anunciantes, o que para mim como profissional de comunicação e publicidade deixa o veículo pela metade.
A Joyce no entanto coloca a disposição do leitor a revista na íntegra, da primeira a última página, com direito a lombada e um barulhinho que acompanha o folhear de cada página. Um luxo.
Continuo achando que o prazer tátil de ler uma boa revista é insubstituível, principalmente, para os profissionais que a usam como instrumento de trabalho, marcando páginas, separando matérias com post-it coloridos, compartilhando em sala de aula, no escritório e na vida as informações que consideram relevantes. Mas para aqueles que já se renderam à internet ou que ainda não conhecem a publicação, recomendo um encontro mensal com uma de minhas publicações nacionais favoritas.

terça-feira, 2 de março de 2010

A FORMA A SERVIÇO DO CONTEÚDO


A tecnologia e os efeitos em 3D utilizados na superprodução de Avatar de James Cameron contribuiu para levar milhões de pessoas a assistirem ao filme, mas, de certo modo, acabou falando-se pouco do roteiro, sobre a importância do filme, prevalecendo os discursos sobre investimento e pirotecnia.O filme é um bom exemplo pra falar da relação entre forma e conteúdo.

A estratégia de comunicação, as técnicas visuais utilizadas seja numa obra de arte, num filme como Avatar ou numa campanha publicitária servem para expressar a essência de seu conteúdo, do que pretende comunicar. A forma está a serviço do precisa ser dito, do contrário o objeto em questão resulta vazio, sem substância.

Avatar é pleno de poesia e beleza porque nenhum efeito é desnecessário: a rede que abraça, que protege aquele que repousa, a montanha que flutua, a árvore das almas, tudo é pleno de significado.

A tecnologia do filme mostra e convida a uma reflexão sobre o quanto ainda somos primitivos, o quanto nos falta aprender sobre a natureza que nos cerca e que nos constitui, o quanto usamos nosso conhecimento para destruir e o quando nosso plano espiritual ainda é limitado, mas que a nossa prepotência acredita sermos soberanos num universo infinito.